Kalil indignado com a arbitragem dispara contra a federaçao
domingo, 15 de fevereiro de 2009
A primeira palavra no vestiário atleticano após a derrota para o Cruzeiro, por 2 a 1, neste domingo, foi a do presidente do clube alvinegro, Alexandre Kalil. Revoltado, o dirigente disparou contra o árbitro Alício Pena Júnior e a comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol.
“O Atlético, sob a minha direção, essa quadrilha que está montada na Federação Mineira, chefiada pelo seu Lincoln (Afonso Bicalho), vai ter que ser desmontada. Por que esse que está aí é bandido velho, isso é ladrão velho, isso é velho, já perdeu a Fifa, ele tem que aposentar. Eu não vou falar sobre esse vagabundo que apitou não”, disse Kalil, sobre o árbitro Alício Pena Júnior.
O presidente do Atlético não questionou apenas a arbitragem deste domingo: “A quadrilha da Federação não deixa nenhum time jogar com 11 contra o Cruzeiro, nenhum time. O Cruzeiro jogou todos os jogos contra 10. Então pode por time A, B, C e D, pois na hora em que o jogo está duro lá em Uberlândia eles arrumam um pênalti. Tem uma quadrilha montada pela Federação Mineira. Então, ou o presidente da Federação Mineira arruma essa quadrilha, desmonta essa quadrilha que estão fazendo nas costas dele ou não, ou o Atlético vai tomar providências mais sérias”.
Kalil pediu a renúncia do presidente da Comissão de Arbitragem da FMF. “Eu não vou perder Campeonato Mineiro no apito. Então, que o seu Lincoln tome vergonha na cara e renuncie, desmonte essa quadrilha que está montada. Isso é quadrilha. Todo jogo é isso. É operando o Cruzeiro de lá e operando o Atlético de cá. Então o Atlético não aceita isso, com muita calma, mas vai ter que ser desmontada a quadrilha, senão eu vou ficar 10 anos aqui assistindo esse espetáculo grotesco que vocês viram aí”.
Deficiências
O mandatário maior do Galo lembrou também das deficiências que a equipe do Atlético ainda tem, mas reiterou que vai exigir providências. “Nós sabemos das nossas deficiências, o presidente do Atlético sabe, está lutando, trabalhando todo dia, numa luta danada. Agora, essa quadrilha vai ter que ser desmontada. Que esses vagabundos peçam demissão e saiam da Federação. Em Minas Gerais agora o Atlético tem presidente e vou ficar incansavelmente caçando essa quadrilha que foi armada no futebol mineiro”, repetiu.
Kalil informou que vai formalizar sua reclamação também junto à Confederação Brasileira de Futebol. “Vou formalizar primeiro, junto à CBF, junto à Federação, porque eu não acredito que o presidente esteja envolvido nessa gangue. Eu quero saber, pois se não for feito nada, está. Se for feito, não está. Então eu quero saber qual é a providência que será tomada. Eu não posso fazer nada. Quem tem que desmontar a quadrilha que está montada na Federação é o presidente”.
Questionado sobre o temor de ser punido por suas declarações, Kalil não recuou. “Eu não temo nada. Eu já fui punido demais. Eu não jogo, eu não faço gol. Eu trabalho muito e não faço falta nenhuma. De dentro da sede ninguém me tira. Se vai punir, tem que punir essa quadrilha, tem que prender esses vagabundos que estão dirigindo a arbitragem mineira”.
O presidente do Galo também falou sobre os borderôs das partidas. “Você chega num jogo aqui contra o Uberaba e vai para a Federação R$ 60 mil e o Atlético recebe R$ 700. É o borderô vergonhoso desse futebol mineiro. Então estou falando o seguinte: se estão achando que é o ‘Kalilzinho ligth’, é o diabo que o carregue essa camarilha da Federação Mineira”. (LM)
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